segunda-feira, fevereiro 27

Mais estúpido do que ser racista é gritá-lo a plenos pulmões.

Escrevo no rescaldo de mais um lamentável acontecimento que teve lugar no estádio do Saragoça, aquando da visita do Barcelona. Sempre que Samuel Eto'o, jogador africano do Barcelona, tocava na bola era alvo de vaias, apupos e cântico indecorosos por parte dos adeptos da casa. Foi de tal maneira que o próprio jogador chegou a querer abandonar o relvado, o que não aconteceu graças à intervenção dos seus colegas, adversários e do próprio árbitro.

Que espécie de gente é esta, capaz de atitudes deste género? Pouco tolerantes, pouco inteligentes, pouco evoluídos ou todas as anteriores? O que dizer de alguém que faz questão de mostrar ao mundo as suas (tristes) convicções? O acto em si já é mau, mas se pensarmos que o próprio Saragoça tem jogadores negros na sua equipa, o mesmo torna-se tristemente caricato.

Bonito foi ver o mesmo Eto’o a fazer o cruzamento para o segundo golo do Barcelona, acabando assim com as pretensões da equipa da casa e calando de vez as vozes de quem tão alarvemente expressava o pior da sua triste condição humana. Bem feito.

sexta-feira, fevereiro 24

É Carnaval mas eu levo a mal.

Lá fora o tempo continua a fazer caretas. Estou quase a pôr o pé na rua. Se ele se atrever a pregar-me uma molha, não respondo por mim. Nunca gostei de brincadeiras de Carnaval...

quinta-feira, fevereiro 23

Na senda de Donald Judd, Robert Smithson e outros.

Estou numa fase minimalista. Por isso, à semelhança do trabalho de alguns artistas cujo contributo para o movimento minimalista da década de 60 foi decisivo, resolvi partilhá-lo com o mundo. Ou seja: vocês. Espero que gostem da nova decoração, simples e despretensiosa. Eu gosto. Pelo menos para já. Amanhã logo se vê.

Fair play acima de tudo.


foi golo?
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Numa enorme prova de desportivismo da minha parte, aqui fica uma foto do grande momento da passada terça-feira. Um momento em que o campeão nacional (os de vermelhos) venceram os campeões europeus (the ones in red). As circunstâncias pouco importam. Importa, isso sim, o resultado. Mas interessa também saber como vai ser em Liverpool. Afinal, parece que lá eles (reparem como já me coloquei do lado de "cá") vão apresentar-se na máxima força. Ou quase, já que o Sissoko não deve jogar. Também, quem o mandou dar uma cabeçada na bota direita do Beto?

quarta-feira, fevereiro 22

And now for something completely different. Ou não.

Notícia da Meios & Publicidade:

"Inditex muda etiquetas na roupa da marca Bershka para não ofender clientes muçulmanos.
A Inditex, grupo espanhol que detém, entre outras, as marcas Zara e Bershka, alterou as etiquetas das roupas da nova colecção da Bershka nas quais estava desenhada uma mesquita. Alguns clientes da marca no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, queixaram-se das etiquetas por terem “imagens de uma mesquita misturadas com símbolos de amor e comentários sugestivos”, revelou uma publicação deste país. O grupo espanhol preferiu trocar as etiquetas e emitir um pedido de desculpas aos seus clientes no Dubai através de um comunicado escrito em árabe. A etiqueta em causa pretendia imitar um postal enviado de algum lugar exótico e em que se vê uma mesquita como fundo."

Comentário:
O mundo está a ficar estranho...

segunda-feira, fevereiro 20

Pedras que rolam no Rio.


stones
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Quase 2 milhões de pessoas na praia de Copacabana para ver e ouvir os Stones. No Rio é tudo assim, à grande.

sexta-feira, fevereiro 17

Uma perguntinha única.

Por acaso sabem quanto custa fazer a mudança de propriedade de um automóvel? Eu sei. E da pior maneira. 68 euros! Ah pois é. Por escrever umas coisas num papelinho. Ou Documento Único, como agora se chama. A um preço único, para cidadãos únicos de um país único. Podiam ter sido coerentes com esta linha de pensamento e cobrar um único euro, não? Pois não. E é pena. E logo agora que me estava a sentir tão único...

Estou cá com uma modorra.


dormência
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Tudo bem que é sexta-feira, mas esta dormência que me invade não é normal. Pelo que sei não sou o único por aqui. Será algum tempo de guerra química? Estaremos a ser alvo de um atentado terrorista para nos pôr a dormir? Se assim for, vou ressonar até o inimigo desistir.

quarta-feira, fevereiro 15

O meu prédio dava um filme.


Filme
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Primeiro foram as inundações nas garagens provocadas pelas obras da Câmara numa rua das traseiras. Inundações do esgoto, note-se. Ou seja, este vosso amigo e alguns vizinhos andaram às tantas da noite a limpar o cocó (literalmente) e muitas outras porcarias que ameaçavam os nossos haveres. Foi uma experiência enriquecedora, asseguro-vos.

Depois foram as confusões com os vizinhos da frente que se acham mais importantes do que todos os outros. Com direito a gritaria e tudo. Foi lindo. Por pouco não partia a cara a um individuo com idade para ser meu pai. Felizmente, o meu bom-senso não resvalou para o mesmo sítio para onde seguiu a boa educação e o civismo do dito energúmeno...

Para terminar (já vos disse que tudo isto aconteceu em menos de um ano?), eis que um vizinho mais distraído, vendo a água a desaparecer-lhe das torneiras por “culpa” da acção zelosa de um funcionário da Companhia que, imagine-se, lhe cortou a água só pelo facto de ele não ter pago a conta, resolve também ele fazer das suas. Pôs-se o dito vizinho a mexer no contador da água que, felizmente para ele, se encontra nas escadas do prédio e, eis senão quando, a água irrompe com estrondo pelo cano que faz a ligação ao referido contador. E quando digo estrondo, quero dizer que foi o fim do mundo em cuecas, meus amigos. O desgraçado do homem levou um banho monumental e, por acréscimo, ajudou a lavar as escadas do prédio e ainda algumas divisões das casas de outros dois vizinhos (para além da dele próprio). Diz quem viu que a rampa de acesso ao prédio parecia uma pequena cascata, faltando apenas umas palmeiras para completar o quadro quase tropical.

Enfim, está bom de ver que animação não falta cá pelo burgo. De tal maneira que estou até a considerar a hipótese de desistir da assinatura da TV Cabo em favor deste carnaval que é o meu prédio.

quarta-feira, fevereiro 8

As minhas 5 manias mais estranhas:

Aproveitando o desafio lançado pelo FG, meu querido amigo do desocas.blogspot.com, deixo-vos aqui algumas das minhas manias mais estranhas. Ele pediu-me 5, aqui estão elas. Mas há mais ;)

Pensar.
É uma mania que me acompanha desde sempre. Não passa um minuto sem que um pensamento me atravesse o espírito. Agora que PENSO nisso (lá está), isto até é algo que me aborrece. Afinal, no meio de tanta coisa que me passa pela cabeça, não consigo ter um minuto de descanso. Com vocês também é assim ou sou um caso perdido?

Apanhar filmes a meio.
Não são poucas as vezes em que estou a fazer zapping e, apanhando um filme qualquer, deixo-me ficar a ver. Não importa a qualidade, os protagonistas, nem mesmo o enredo. Deixo-me ficar ali, qual voyeur espreitando para a intimidade alheia, a coscuvilhar de forma desinteressada os movimentos e diálogos da trama desconhecida. E gosto.

Não conduzir depois de beber.
É uma mania que eu tenho. Chamem-me antiquado se quiserem, mas não consigo beber e conduzir. E atenção que não me refiro apenas ao acto de fazer as duas tarefas em simultâneo. Refiro-me acima de tudo ao acto de conduzir depois de beber. Não sou capaz. Acho que tenho, também, a mania de ser responsável.

Ser demasiado frontal.
Esta é uma mania que descobri recentemente, confesso. Se calhar estou a entrar numa fase da vida em que não tenho paciência para certas coisas, mas de há uns tempos para cá dou por mim a não conseguir calar a revolta. Se dantes a timidez e a necessidade (auto-imposta) de não criar atritos com os outros me levavam a ser mais reservado e menos reivindicativo (o chamado come e cala), hoje não sou capaz. Se não concordo digo, se acho injusto chamo à atenção. Os amigos mais próximos que o digam...

Gostar de fazer rir.
Esta é uma mania que não é de agora. Deve ter começado quando era bebé e tinha uma outra mania, a de fazer bolhinhas com a boca. Penso até que foi em mim que os tipos da Concentra se inspiraram para fazer o boneco que chora, ri e – lá está – faz bolhinhas com boca. Hoje em dia já não o faço mas mantenho a mania de gostar de provocar gargalhadas e sorrisos.

terça-feira, fevereiro 7

Argh!


condomínio
Originally uploaded by gazu75.
O conceito é muito simples e até tem alguma piada. Junta-se uma série de pessoas num edifício, cada um a viver dentro do seu espacinho mas, ao mesmo tempo, a aprenderem a viver com os outros. Não é preciso muito, basta que se cumprimentem quando se cruzam nas escadas ou no elevador (aquela caixinha pequenina que anda para baixo e para cima ao sabor de um chamamento que nada tem de divino). Os sorrisos são opcionais.

Ora bem, até aqui tudo bem. A questão é que o edifício tem espaços comuns e, por isso, importa geri-los, preservá-los. Daí à necessidade de ser criada uma entidade responsável pela gestão do condomínio, foi um pulinho. Chamou-se a isso “Administração do Condomínio” (adoro a facilidade com que se chegam as estes nomes).

Giro, isto das pessoas se organizarem e respeitarem visando um bem comum, não é? Mas aposto que seria ainda mais giro se as pessoas, de facto, se respeitassem! Isso é que era uma galhofada pegada... Mas não. Há sempre uns que se julgam mais do que os outros. Que acham que não devem ser Administradores de coisa nenhuma, que não têm tempo para assuntos menores. Pois bem, quem conhece alguém que goste de ser o Administrador do Condomínio, ponha o dedo no ar... Pois, lá está: ninguém. Mas também, conhecem alguém que gostasse de fazer o exame à próstata? Claro que não. Há coisas que foram inventadas para nos chatear. Ponto final. A questão é que não podemos fugir delas. E se não consigo evitar que, numa idade em que já devia estar a tomar conta dos netos, um médico que não conheço de parte alguma ouse entrar onde jamais alguém esteve, não vai ser uma condómina armada em dondoca a fugir com o rabinho à responsabilidade. Não à minha conta. Ponto final, parágrafo.

Desculpem a azia, mas detesto a falta de respeito dos narizinhos empinados que se julgam mais do que os outros...
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