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Vanessa era portuguesa. Não era uma figura pública nem, ao que se sabe, terá nascido no seio de uma família influente. Tinha 36 anos e a sorte de fazer aquilo que gostava: preparava uma tese de doutoramento, estudando a relação entre a agricultura de subsistência na região e a sustentabilidade da floresta amazónica. Estava, portanto, na Amazónia. A Universidade para a qual desenvolvia o seu trabalho era na Costa Rica, mas isso não vem ao caso. E o caso é que a Vanessa tinha marcado um encontro com um agricultor, que deveria entrevistar, tendo sido com esse propósito que saiu de casa no domingo à tarde. Ao que parece, o senhor assistia a um serviço religioso juntamente com a família e, por isso, não se encontrava em casa. Vanessa teve então o infortúnio de cruzar o seu caminho percorrido junto a uma estrada solitária com o de um sujeito cadastrado, com residência nas imediações. O que ao certo se passou ainda ninguém sabe, mas o resultado é agora conhecido por todos: Vanessa foi espancada, eventualmente violada (esperam-se ainda os resultados dos testes) e asfixiada até à morte.
Sabe-se agora que o sujeito já havia cumprido pena por homicídio, encontrando-se à data a viver de novo com a mulher e os filhos na região de Sena Madureira. Terá sido inclusivamente uma discussão com esta que, depois de uns copos a mais, o levou a sair de casa naquela tarde. Diz-se agora que ao regressar a casa trazia já nas roupas o sangue da vítima de um acto para o qual ninguém parece encontrar explicação.
Em Rio Branco, capital do estado mais ocidental do Brasil, chora-se agora a morte de mais uma portuguesa cujo corpo chega entre hoje e amanhã ao país onde a sua história é contada (timidamente) nas páginas dos jornais. Eu li e confesso-me impressionado.
Desculpem a seriedade do tema. Parece-me mais um (mau) motivo para dizer que o mundo, às vezes, é uma merda.
Sabe-se agora que o sujeito já havia cumprido pena por homicídio, encontrando-se à data a viver de novo com a mulher e os filhos na região de Sena Madureira. Terá sido inclusivamente uma discussão com esta que, depois de uns copos a mais, o levou a sair de casa naquela tarde. Diz-se agora que ao regressar a casa trazia já nas roupas o sangue da vítima de um acto para o qual ninguém parece encontrar explicação.
Em Rio Branco, capital do estado mais ocidental do Brasil, chora-se agora a morte de mais uma portuguesa cujo corpo chega entre hoje e amanhã ao país onde a sua história é contada (timidamente) nas páginas dos jornais. Eu li e confesso-me impressionado.
Desculpem a seriedade do tema. Parece-me mais um (mau) motivo para dizer que o mundo, às vezes, é uma merda.

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