Conversa telefónica surreal
Eu - Tou sim?
Ela (numa voz esganiçada) – Está lá bom dia, daqui fala da Inter Travel, já ouviu falar?
Eu – Err... não.
Ela – Tá a ver o Preço Certo em Euros? Somos nós que damos a viagem do prémio final!
Eu – Ah...
Ela – E agora queria falar um bocadinho consigo para...
Eu – Pois, mas desculpe que eu agora não posso, estou aqui no meio de uma reunião...
Ela – Pode, pode, isto não demora nada!
Eu – Não, mas não posso, estou numa reunião.
Ela (voz esganiçada, uns decibéis mais acima) – Deixe lá a reunião! Isto é só um bocadinho!
Eu (já em brasa) – Mas qual foi a parte que a Sra. não percebeu? A da reunião ou a da “agora não posso falar”?
Ela – Ah, mas se o atendeu o telefone é porque pode falar. Agora está só a despachar-me!
Eu (respirando fundo) – Sim, e se estiver? A si só lhe cabe respeitar isso, não?
Ela – Não, a mim cabe-me chamá-lo à razão.
Eu (com a voz dela a matraquear do outro lado) – Ai é? Então chame à razão isto: tut... tut... tut...
Ela (numa voz esganiçada) – Está lá bom dia, daqui fala da Inter Travel, já ouviu falar?
Eu – Err... não.
Ela – Tá a ver o Preço Certo em Euros? Somos nós que damos a viagem do prémio final!
Eu – Ah...
Ela – E agora queria falar um bocadinho consigo para...
Eu – Pois, mas desculpe que eu agora não posso, estou aqui no meio de uma reunião...
Ela – Pode, pode, isto não demora nada!
Eu – Não, mas não posso, estou numa reunião.
Ela (voz esganiçada, uns decibéis mais acima) – Deixe lá a reunião! Isto é só um bocadinho!
Eu (já em brasa) – Mas qual foi a parte que a Sra. não percebeu? A da reunião ou a da “agora não posso falar”?
Ela – Ah, mas se o atendeu o telefone é porque pode falar. Agora está só a despachar-me!
Eu (respirando fundo) – Sim, e se estiver? A si só lhe cabe respeitar isso, não?
Ela – Não, a mim cabe-me chamá-lo à razão.
Eu (com a voz dela a matraquear do outro lado) – Ai é? Então chame à razão isto: tut... tut... tut...

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home