quinta-feira, agosto 31

Conversa telefónica surreal

Eu - Tou sim?

Ela (numa voz esganiçada) – Está lá bom dia, daqui fala da Inter Travel, já ouviu falar?

Eu – Err... não.

Ela – Tá a ver o Preço Certo em Euros? Somos nós que damos a viagem do prémio final!

Eu – Ah...

Ela – E agora queria falar um bocadinho consigo para...

Eu – Pois, mas desculpe que eu agora não posso, estou aqui no meio de uma reunião...

Ela – Pode, pode, isto não demora nada!

Eu – Não, mas não posso, estou numa reunião.

Ela (voz esganiçada, uns decibéis mais acima) – Deixe lá a reunião! Isto é só um bocadinho!

Eu (já em brasa) – Mas qual foi a parte que a Sra. não percebeu? A da reunião ou a da “agora não posso falar”?

Ela – Ah, mas se o atendeu o telefone é porque pode falar. Agora está só a despachar-me!

Eu (respirando fundo) – Sim, e se estiver? A si só lhe cabe respeitar isso, não?

Ela – Não, a mim cabe-me chamá-lo à razão.

Eu (com a voz dela a matraquear do outro lado) – Ai é? Então chame à razão isto: tut... tut... tut...
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