No Natal, o que conta é o espírito
Esqueçam o meu post anterior. Ir ao Colombo na altura do Natal pode ser bem divertido. Desde, claro, que não se vá com intenção de comprar um alfinete que seja. Principalmente se o dia coincidir com um jogo do Benfica e hora bater certo com o final do dito. Aí é vê-los de cachecol ao pescoço, de faces rosadas (do frio ou do tinto, fica a dúvida) a quererem aproveitar o facto de ali estarem para riscar os últimos itens da interminável lista de compras. E nós, os que estamos ali com o mesmo espírito com que se vai para um funeral (nunca apetece ir, mas há sempre alguém que não quer ir sozinho), começamos a ver ali uma oportunidade para nos divertirmos. Eu descobri como.
Para começar, há que escolher uma loja de grandes dimensões, com muita gente e com funcionários a não chegarem para as encomendas. A Fnac, por exemplo. No meio da confusão, peguem numa pilha de livros, dirijam-se a uma prateleira e finjam que estão a arrumá-los. Não vai demorar muito até serem abordados por alguém a precisar de ajuda de um funcionário: vocês! Perante as questões dos clientes podem:
a) dizer que o produto que procuram foi colocado numa nova categoria, a dos Cultos Satânicos, fruto das suas muitas mensagens subliminares, indecifráveis à vista desarmada, mas extremamente perigosas (isto resulta muito bem se o cliente procurar artigos infantis);
b) fingir que pensam durante uns bons 2 minutos, andando para trás e para a frente no corredor e terminar abordando um outro cliente que vá a passar, dizendo: “ó colega, importa-se de ajudar aqui este senhor com este pedido?”, desaparecendo antes que ele tenha tempo de responder;
c) dizer que não tem a certeza se ainda existe o artigo em causa e fingir que vai “lá dentro” ver ser há em stock. Claro que o “ir lá dentro” é porem-se andar dali para fora, não sem antes passar pelo segurança dizendo-lhe que viram o cliente que acabaram de deixar ("Esse mesmo, Sr. Segurança, o do cachecol do Benfica") a guardar dentro do casaco o último livro do Eusébio (esta última parte é opcional, mas obrigatória para os lagartos, como eu).
Depois, resta regressar a casa com um sorriso nos lábios e com a certeza de que o Natal até é uma época com piada...
Para começar, há que escolher uma loja de grandes dimensões, com muita gente e com funcionários a não chegarem para as encomendas. A Fnac, por exemplo. No meio da confusão, peguem numa pilha de livros, dirijam-se a uma prateleira e finjam que estão a arrumá-los. Não vai demorar muito até serem abordados por alguém a precisar de ajuda de um funcionário: vocês! Perante as questões dos clientes podem:
a) dizer que o produto que procuram foi colocado numa nova categoria, a dos Cultos Satânicos, fruto das suas muitas mensagens subliminares, indecifráveis à vista desarmada, mas extremamente perigosas (isto resulta muito bem se o cliente procurar artigos infantis);
b) fingir que pensam durante uns bons 2 minutos, andando para trás e para a frente no corredor e terminar abordando um outro cliente que vá a passar, dizendo: “ó colega, importa-se de ajudar aqui este senhor com este pedido?”, desaparecendo antes que ele tenha tempo de responder;
c) dizer que não tem a certeza se ainda existe o artigo em causa e fingir que vai “lá dentro” ver ser há em stock. Claro que o “ir lá dentro” é porem-se andar dali para fora, não sem antes passar pelo segurança dizendo-lhe que viram o cliente que acabaram de deixar ("Esse mesmo, Sr. Segurança, o do cachecol do Benfica") a guardar dentro do casaco o último livro do Eusébio (esta última parte é opcional, mas obrigatória para os lagartos, como eu).
Depois, resta regressar a casa com um sorriso nos lábios e com a certeza de que o Natal até é uma época com piada...

1 Comments:
Venha o próximo, para eu mesmo implementar algumas destas pertinentes dicas. Até por que o Natal, assim como anda, arrisca-se seriamente a perder a piada toda. E eu quero mesmo é rir-me à custa do vizinho, oh, oh, oh.
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