quarta-feira, março 28

All blacks, all scary



Mesmo os mais distraídos já devem ter reparado que a Selecção Nacional de râguebi atingiu, no passado fim-de-semana, o maior feito da sua história: apurou-se para a fase final Campeonato do Mundo da modalidade, a realizar em França em Setembro e Outubro próximos.

Para os mesmo muito distraídos, recordo que a Selecção Portuguesa foi a primeira equipa não profissional a conseguir o apuramento para esta competição. O que é um feito notável, sem dúvida.

Mas a partir daqui a coisa “pia mais fino”. Os tubarões estão lá todos. À boleia desta metáfora, acrescento que o “tubarão branco” do râguebi está no grupo de Portugal. A equipa da Nova Zelândia, que curiosamente o mundo conhece como os “All Blacks”, são uns senhores pequeninos e com um ar nada assustador, como convém nestas coisas do desporto da bola oval.

O que há de curioso nos “All blacks” - para além de terem todos pinta de serem capazes de parar um camião TIR com os dentes - é o ritual que os meninos cumprem antes de cada partida. Baseado numa antiga cerimónia de guerra Maori chamada Haka, a “dança” que podem ver aqui parece atingir (pelo menos) dois propósitos: motiva os rapazes de negro e deixa os jogadores adversários com a sensação de que deveriam ter seguido o conselho dos respectivos pais, optando pela natação sincronizada ou pela ginástica rítmica...
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