Trabalhar sem rede
É uma patetice, eu sei. Mas é inevitável. A dependência que criamos em relação a certos confortos e vícios que nos acompanham os dias é ridícula, na verdade. Mas só nestas ocasiões é que damos conta do quão afectados ficamos pela sua ausência. Refiro-me - neste caso - a uma manhã sem net no escritório. Parecíamos uns cachorrinhos abandonados, a quem foi retirado o conforto do leite materno cedo de mais. Não chegaram a ouvir-se ganidos, é certo, mas o olhar triste e vazio dizia tudo.
Claro que o e-mail e a consulta de alguns sites fazem já parte do trabalho de todos os dias, mas a inquietação que se apodera das nossas alminhas quando a internet não se mostra disponível é deveras preocupante. O que se segue? Um esgotamento quando o telemóvel fica sem bateria e não há um carregador por perto? Há que relativizar, portanto. Para começar, não me importo de chegar-me à frente para dar o exemplo. Fica aqui a promessa: amanhã não me chego perto do computador!
Claro que o e-mail e a consulta de alguns sites fazem já parte do trabalho de todos os dias, mas a inquietação que se apodera das nossas alminhas quando a internet não se mostra disponível é deveras preocupante. O que se segue? Um esgotamento quando o telemóvel fica sem bateria e não há um carregador por perto? Há que relativizar, portanto. Para começar, não me importo de chegar-me à frente para dar o exemplo. Fica aqui a promessa: amanhã não me chego perto do computador!

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