terça-feira, junho 6

Ó mãe, aquele menino bateu-me!

É uma expressão típica das crianças, reconheço. Mas aproveito o tempo de antena para lançar aqui o repto para que a adoptemos também no mundo dos adultos. Exemplo: vamos na estrada e o condutor do carro de trás resolve implicar connosco, buzinando insistentemente até ao limite de nos obrigar a mostrar-lhe o dedo. O dito senhor, ainda mais enervado, arrisca uma ultrapassagem pela direita e é nessa altura que reparamos que quem vai ao volante é nem mais nem menos do que a versão portuguesa do Governador da Califórnia (ainda com a forma física dos tempos em que respondia por Conan). Ora bem, aqui não temos muitas hipóteses. Ou somos gajas e, sorrindo, acenamos com ar de quem não sabe o que está a fazer (sempre suspeitando que há homens capazes de tudo, até de bater em mulheres indefesas e com a tendência para espetar o dedo médio). Ou então, sendo homem, só temos uma coisa a fazer: assumimos o prejuízo e o mais certo é a querela acabar na beira da estrada com uns valentes sopapos a serem lançados na nossa direcção. Resultado: o serviço nacional de saúde ganha um novo utente e nós ficamos a assobiar como nunca, dada a ausência dos dentes da frente. E o condutor agressivo e causador de toda esta situação ganha o quê, meus amigos? Pouco mais do que um aumento do seu já inchado ego. A menos que pudéssemos lançar mão da acima referida expressão. A seguir ao “Mãe, aquele menino bateu-me”, gosto de pensar que o “menino” seria alvo de uma forte reprimenda e seria mandado para a cama sem jantar. Isto, claro, para aprender a meter-se apenas com os meninos do seu tamanho. O bruto!

4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

há sempre a hipótese de colar o pé ao acelerador e rezar para que a destreza do Bruto não ultrapasse a meia dúzia de metros, caso avance na nossa peugada. Mas para isso também ajuda um caro q dê mais de 130, 150 nas descidas. Pelo sim, pelo não, ando com uma moca mesmo ali à mão de semear. Não vá o demo torcê-las! Abraço and drive carefully!

11:24 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Hi Hi que bom ser mulher, ainda hoje estava eu muito bem a vir para o trabalho e não sei porquê um idiota de um taxista resolveu começar a apitar. Juro que não percebi e claro não lhe pus o dedo mas sim fiz sinal para passar por cima. Logo a seguir já ao meu lado faz cara de mau e levantou a mão como que a querer dar-me umas palmadas. Entretanto eu virei e assim terminou este episódio. Mas fiquei mesmo com vontade de sair do carro e perguntar o que é que ele queria. Mas só me iria enervar e um idiota não merece. Quando pego no destak e leio que metade das depressões neste país não estão diagnosticadas está-se mesmo a ver.
Migalheiro

3:35 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Ó Migalheiro said, dizer em primeiro lugar que as tuas opiniões também são sensatas e, em segundo, dizer para não deixares de nos 'oferecer' quase diariamente as tuas sábias e saudáveis opiniões e....experiências....continua a partilhar tudo o que achares enriquecedor...
Obrigado...não desapareças....aparece....
Ou mun

3:37 a.m.  
Blogger jota said...

Fico muito feliz por ver que os meus queridos amigos se entendem de uma forma tão natural. E mais contente me vejo por saber que este humilde espaço serve para trocas de palavras e experiências tão diversas. Fiquem à vontade. Façam de conta que estão em vossa casa.

10:59 a.m.  

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